Lionel Richie jura de pés juntos que Michael Jackson era, digamos, “aromático”. Pois é, essa memória cheira mais a exagero de livro de celebridade do que a realidade. Lionel, o mesmo das baladas Endless Love e Say You Say Me, foi amigo próximo de MJ e parceiro em We Are The World. Mas, aos 76 anos, resolveu trocar a pauta humanitária por fofoca de camarim: segundo ele, o Rei do Pop era um desastre em higiene. Conveniente, né? Vende livro mais rápido que single.
No relato, Lionel pinta a cena: MJ repetia roupa até virar pano de chão, então o amigo herói do dia doou calça e cueca novinhas. Minutos depois, as velharias estavam largadas no tapete como se fossem relíquias de um museu da preguiça. História engraçadinha? Sim. Retrato fiel de Michael? Difícil. Mas basta uma anedota para tabloides correrem felizes com o título: “Rei do Pop vira Rei do Fedô”. É o tipo de manchete que dá cliques até em quem só lê legenda.
A ironia é que Quincy Jones já explicou que o apelido “Smelly” não tinha nada a ver com odor corporal. Era o jeitinho de Michael de chamar algo incrível de “smelly jelly”. Traduzindo: “isso é bom pra caramba”. Mas claro, quem vai querer manchete dizendo que o apelido era um elogio criativo? Não dá ibope.
E ainda tem o detalhe que todo mundo que conviveu com MJ reforça: ele era vaidoso, cheiroso e quase obcecado por perfumes. Bal à Versailles, Joop! Homme e até o luxuoso Black Orchid de Tom Ford faziam parte do arsenal dele. Ou seja, enquanto tabloides correm atrás de cuecas no tapete, a realidade é que Michael preferia sair exalando sofisticação de alta perfumaria.
No fim, fica a velha regra: tabloide adora cheiro de polêmica, mesmo quando o perfume verdadeiro é outro. Lionel garante suas vendas, os sites garantem seus cliques, e Michael vira piada barata. Se isso não é fedido, não sei o que é…




