Não era apenas Pop, era Arte: A estreia dos enigmáticos teasers de ''Dangerous'', dirigidos por David Lynch | MJ Beats
Não era apenas Pop, era Arte: A estreia dos enigmáticos teasers de ''Dangerous'', dirigidos por David Lynch | Teaser Lynch e Michael Jackson MJ BEATS

Não era apenas Pop, era Arte: A estreia dos enigmáticos teasers de ”Dangerous”, dirigidos por David Lynch

No dia 7 de novembro de 1991, milhões de telespectadores ao redor do mundo se depararam com algo inesperado. A televisão começou a exibir teasers que anunciavam a chegada de Dangerous, o novo álbum de Michael Jackson. Mas não eram comerciais comuns, não havia refrões fáceis ou coreografias ensaiadas. Era algo estranho. Provocador. E profundamente calculado.

Esses comerciais, de apenas 30 segundos, haviam sido dirigidos por David Lynch, o cineasta que, naquele momento, dominava a cultura pop com a série Twin Peaks. Lynch era conhecido por narrativas oníricas, atmosferas densas e imagens que causam mais sensação que explicação. Sua presença já indicava que aquela campanha não seria apenas mais uma publicidade musical.

No lugar de dança ou performance, apareciam chamas, fumaça, ruídos e, ao centro, os olhos intensos de Michael Jackson, recortados da icônica capa criada por Mark Ryden. Não era um convite direto, era um enigma. O público assistia, mas não entendia completamente. E esse era o ponto.

A escolha de Lynch não era apenas estética; era estratégica. Michael queria deixar claro que Dangerous não era um álbum comum.

Resultado: antes mesmo do álbum chegar às lojas, ele já era assunto mundial. O mistério se tornou estratégia, o risco virou assinatura e a era Dangerous começou não com um espetáculo, mas com um olhar fixo, magnético e impossível de ignorar: