MICHAEL: Bastidores, Curiosidades e Polêmicas do Primeiro Álbum Póstumo de Michael Jackson | MJ Beats
MICHAEL: Bastidores, Curiosidades e Polêmicas do Primeiro Álbum Póstumo de Michael Jackson | King Of Pop Mural Full Kadir Nelson scaled

MICHAEL: Bastidores, Curiosidades e Polêmicas do Primeiro Álbum Póstumo de Michael Jackson

Lançado em 10 de dezembro de 2010, Michael marcou o início da era póstuma da obra de Michael Jackson. O álbum reúne músicas desenvolvidas por ele em diferentes fases da carreira, incluindo seus últimos anos, além de histórias de bastidores, decisões complexas e polêmicas que o acompanharam desde o anúncio.

À Capa Enigmática

A arte de capa, criada pelo artista Kadir Nelson, é uma pintura a óleo que funciona como um mosaico visual da trajetória de MJ, da Motown aos anos finais. No entanto, a primeira versão incluía discretamente o símbolo usado por Prince como nome legal entre 1993 e 2000. Após um pedido da equipe de Prince, alegando uso não autorizado, a Sony removeu o símbolo antes do lançamento.

Faixas ‘Cascio’

Outra questão marcante do álbum envolve a polêmica das chamadas “faixas Cascio”: “Monster”, “Breaking News” e “Keep Your Head Up”. Coescritas por Eddie Cascio, elas foram duramente contestadas por fãs e por integrantes do próprio círculo de Michael, que levantaram dúvidas sobre a autenticidade dos vocais. Após anos de controvérsias e disputas judiciais, a Sony Music e o espólio de MJ decidiram removê-las das plataformas em 2022.

“Hold My Hand”, Akon e Whitney Houston

O álbum também traz momentos de grande sensibilidade criativa. O primeiro single, “Hold My Hand”, originalmente pensado para Whitney Houston, chegou a Akon, que viu na faixa o potencial perfeito para um dueto com MJ. Há relatos de que Michael desejava que essa música fosse o primeiro single de seu próximo projeto, o que confere ainda mais significado ao seu lançamento póstumo.

“Holywood Tonight” e a alteração na letra

Entre as composições resgatadas está “Hollywood Tonight”, desenvolvida ao longo dos anos e finalizada após a morte de Michael. A música conta a história de uma jovem em busca da fama; em versões vazadas, Michael aparece experimentando ideias, incluindo uma referência a intenção original da letra (mencionando a idade da garota).

A delicadeza de “Best Of Joy”

O álbum também recupera “Best of Joy”, antes chamada “The Toy”, reconhecida como uma das últimas composições e gravações de Michael, feitas em 2008. A faixa carrega a delicadeza típica de sua obra e traz o verso “I am forever” (“Sou eterno”), cuja força simbólica se tornou ainda maior após sua morte.

Lenny Kravitz e Nirvana

Outros resgates incluem faixas criadas durante Invincible, período em que Michael gravou tanto material que um álbum duplo chegou a ser considerado. Músicas como “(I Like) The Way You Love Me” e “(I Can’t Make It) Another Day”, a última com produção e participação de Lenny Kravitz, entraram no projeto póstumo.

Curiosamente, Dave Grohl foi creditado como baterista nesta última, mas ele mesmo afirmou que a gravação final usou a bateria do próprio Lenny Kravitz.

Descartes da Era ‘Thriller’

Behind the Mask”, originalmente da banda japonesa Yellow Magic Orchestra, quase integrou o álbum Thriller, mas foi descartada devido a desacordos sobre direitos autorais. A faixa permaneceu guardada por décadas até ser revisitada e finalizada especialmente para o álbum Michael.

Por fim, “Much Too Soon”, criada em 1981 durante as sessões de Thriller, e revisitada em 1994 na época de HIStory, também só ganhou versão definitiva em 2010, encerrando o projeto com essa faixa.

Michael é um álbum que revela tanto a grandiosidade criativa de Michael Jackson quanto os desafios de preservar sua obra após sua partida. Entre faixas recuperadas, decisões delicadas e controvérsias inevitáveis, o projeto oferece um retrato revelador: a voz do MJ mesmo em fragmentos, permanece inesquecível.

Por Priscila Souza, redatora da MJ Culture

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