Nos anos 1980 e 1990, antes de Donald Trump entrar para a política, sua imagem era a de magnata extravagante de cassinos e imóveis de luxo. Nesse período, ele construiu uma amizade incomum com Michael Jackson — marcada por hospedagens milionárias, encontros familiares e gestos curiosos que renderam histórias até hoje lembradas.
Primeiros encontros
Michael e Trump se conheceram nos bastidores de um show da Bad World Tour no Madison Square Garden, em 1988. Trump comentou que se surpreendeu com a timidez de Michael fora do palco — em contraste com o carisma avassalador de sua performance.
O reencontro veio em 1990, na inauguração do Trump Taj Mahal, em Atlantic City, considerado o cassino mais caro já construído na época, com custo de US$ 1,1 bilhão. Michael foi convidado especial e fez um tour privado com Trump pelas instalações.
Luxo e hospedagens
A amizade também se refletiu em hospedagens e cifras impressionantes:
- Trump Tower (Nova York): Michael alugou um duplex por cerca de US$ 110.000 mensais, onde chegou a montar um espaço adaptado para ensaios de dança.
- Taj Mahal (Atlantic City): em visitas, ficava em suítes exclusivas avaliadas em até US$ 10.000 por noite.
- Mar-a-Lago (Palm Beach): Michael e Lisa Marie Presley passaram temporadas na propriedade, reforçando o vínculo pessoal com o magnata.
O convívio familiar
De acordo com Ivana Trump, ex-esposa do empresário, Michael era presença frequente na casa e passava tardes com Ivanka, Donald Jr. e Eric Trump. Jogavam videogame, montavam Legos e assistiam à MTV.
Uma das anedotas mais conhecidas foi contada por Donald Trump Jr.: durante uma dessas sessões, Michael se encantou com o jogo Teenage Mutant Ninja Turtles (As Tartarugas Ninja). Donald Trump, sem hesitar, disse para o astro levar o cartucho. Don Jr., que havia “ralado” para comprar o game, ficou chateado — mas a história ilustra bem como Michael era tratado como um convidado especial da família.
Defesa pública
Em 2003, quando novas acusações contra Michael ganharam destaque, Trump o defendeu em entrevista à CNN:
“Eu sabia o que estava acontecendo com Michael Jackson [e meus filhos]: Absolutamente nada.”
O empresário afirmou que conhecia de perto a rotina do cantor, já que ele havia morado em sua propriedade, e que jamais teria ouvido qualquer relato de irregularidade.
Curiosidade final
A amizade entre Michael Jackson e Donald Trump é uma das passagens mais curiosas da vida do Rei do Pop. Entre cifras milionárias, tardes jogando videogame e defesas públicas em momentos delicados, fica claro que ambos encontraram na relação uma mistura de conveniência, prestígio e genuíno convívio.
Hoje, Trump é lembrado por seu estilo excêntrico e polêmico na política, mas nos anos 1990 era o anfitrião perfeito para o maior astro da música. O resultado foi uma amizade improvável, que uniu o rei dos palcos e o rei do mercado imobiliário numa narrativa única do showbusiness americano.




