Em julho de 2025, Zurique, Suíça recebeu uma edição especial do workshop “Michael Jackson Dance”, liderado por LaVelle Smith Jr., coreógrafo e amigo de longa data do Rei do Pop.
Entre risadas e gestos de carinho, houve espaço para revelações mais sérias. LaVelle respondeu perguntas sobre o conturbado conflito de Michael Jackson com a Sony, episódio que culminou em 2002. Cauteloso, pediu que parte de suas declarações não fosse publicada, demonstrando que a ferida ainda é sensível mais de duas décadas depois.
Mesmo com reservas, o coreógrafo compartilhou informações que surpreenderam. Confirmou, por exemplo, que a música “Morphine” foi ensaiada para o HIStory Tour, mas acabou excluída da setlist. Segundo ele, o próprio Michael explicou que, se a apresentasse, a imprensa o atacaria duramente devido ao tema polêmico da canção.
O relato ganha força com um detalhe pouco conhecido: em algum lugar, sob guarda do Espólio de Michael Jackson, há registros de ensaios do HIStory Tour em que MJ performa não apenas “Morphine”, mas também “Childhood” e “2Bad” . Material inédito que nunca foi liberado ao público.

As falas de LaVelle evidenciam algo constante na carreira de Michael: a preocupação com a forma como seria retratado. Ele entendia que cada gesto, música ou figurino poderia ser interpretado de maneira distorcida. Por isso, preferia segurar certas canções e preservar sua imagem, mesmo à custa de sacrificar performances que poderiam se tornar históricas.
E enquanto o Espólio mantém sob chave esses registros preciosos, resta aos fãs a expectativa de um dia poder assistir a performances que ficaram guardadas. Até lá, histórias como as de LaVelle Smith Jr. mantêm viva a chama de um legado que ainda guarda surpresas para o mundo.




