Michael Jackson é inocente. E, ainda assim, passou décadas sendo usado como cortina de fumaça para os pecados e desvios de outros. Em vez de investigar com rigor, muitos preferiram apontar para o homem mais famoso do planeta, transformando sua imagem em um escudo conveniente para quem precisava esconder a própria culpa.
Ao acusar Michael, criava-se uma distração poderosa. O foco saía do verdadeiro problema e se fixava em um personagem mundialmente conhecido, alguém fácil de atacar, difícil de defender e constantemente julgado antes mesmo de qualquer prova. A lógica era simples e cruel: quanto maior o ícone, maior o barulho da acusação.
O caso de Houston Wade expõe esse mecanismo com clareza. Em 2020, ele rotulou fãs de Michael como “doentes” e tratou a defesa do artista como algo moralmente repulsivo. Hoje, Wade responde por crimes semelhantes aos que atribuía a um homem inocente, desmontando a narrativa que ele próprio ajudou a sustentar.
Na psicologia, isso é conhecido como projeção. O indivíduo transfere para outro aquilo que não suporta reconhecer em si mesmo. Michael Jackson, silencioso diante de muitas dessas acusações, tornou-se o recipiente ideal para essas projeções, carregando culpas que nunca lhe pertenceram.

Durante anos, a figura de Michael serviu para acalmar consciências e desviar investigações. Enquanto o mundo discutia teorias e manchetes, comportamentos reais permaneciam escondidos, protegidos pelo barulho constante em torno do nome Jackson.
É por isso que a queda de alguns acusadores não é coincidência. Quando a cortina de fumaça se dissipa, a verdade começa a aparecer, e aqueles que usaram Michael como distração passam a enfrentar aquilo que sempre tentaram evitar.
A história tem sido implacável com essas falsas certezas. Nenhuma prova concreta jamais condenou Michael Jackson, mas o julgamento público insistiu em ignorar esse fato por décadas, alimentado mais por medo e preconceito do que por evidências.
Hoje, o tempo reposiciona os personagens. Michael Jackson descansa em paz, inocente, enquanto alguns de seus acusadores encaram a justiça e o peso de suas próprias ações.
A cortina caiu. E, com ela, a mentira já não consegue mais se esconder.


