Michael Jackson: Quando Smooth Criminal quase foi um faroeste | MJ Beats
Michael Jackson: Quando Smooth Criminal quase foi um faroeste | MJ Beats Smooth Criminal no Velho Oeste

Michael Jackson: Quando Smooth Criminal quase foi um faroeste

A ideia de Michael Jackson entrando em um saloon, empurrando as portas de madeira e encarando um salão cheio de tensão nunca foi apenas imaginação. Ela existiu, foi pensada e chegou a ser testada. Mas, como tantas vezes em sua carreira, Michael não se contentou com o óbvio e decidiu ir além antes que qualquer câmera oficial começasse a rodar.

Durante o desenvolvimento de Smooth Criminal, havia caminhos visuais muito distintos sobre a mesa. Um deles flertava com o universo do Velho Oeste, algo que não soaria tão distante do clima de confronto e perigo da música.

Entre o faroeste e a cidade

Michael fez uma escolha clara entre duas ideias fortes. De um lado, referências como Chicago 1945 e o imaginário urbano. Do outro, um conceito mais estilizado, inspirado em figuras como Buffalo Bill. O problema não era a estética western em si, mas o quanto ela limitava o personagem que Michael queria construir.

Testes, ensaios e escolhas

E sim, teria funcionado. Um saloon não estaria tão distante da narrativa final do clipe. Mas funcionaria de outro jeito. Menos elegante, menos atemporal. Smooth Criminal precisava de algo que atravessasse décadas, não que ficasse preso a um gênero específico. Michael sabia disso, mesmo que ainda estivesse explorando alternativas.

Há registros anteriores que provam que o western não lhe era estranho. No The Jacksons Variety Show, em performances como Cisco Kid e I Shot the Sheriff, Michael mostrou domínio cênico, controle corporal e até destreza com objetos de cena.

A identidade definitiva de Smooth Criminal

Com o tempo, os planos foram se transformando de forma natural. O cenário foi migrando para os anos 30, para um ambiente urbano estilizado, sombrio e sofisticado. Não foi uma ruptura brusca, mas um ajuste fino. Era ali que Smooth Criminal encontrava seu tom definitivo.

Essa mudança também abriu espaço para uma homenagem clara a Fred Astaire. A postura, o figurino, o cuidado com cada gesto e a inspiração do filme The Band Wagon. Smooth Criminal deixou de ser apenas um clipe e se tornou uma aula de linguagem visual, dança e narrativa. Um lembrete de que, com Michael Jackson, nada era por acaso e tudo podia ser reinventado antes do primeiro “ação”.