O passeio de helicóptero de Michael Jackson no Rio de Janeiro | MJ Beats
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O passeio de helicóptero de Michael Jackson no Rio de Janeiro

Em fevereiro de 1996, Michael Jackson decidiu conhecer o Rio de Janeiro de um jeito pouco comum. O cantor realizou dois passeios de helicóptero pela cidade. O primeiro aconteceu antes das filmagens do clipe They Don’t Care About Us, no Morro Santa Marta. O segundo ocorreu um dia depois, já com as gravações concluídas. O que parecia um roteiro turístico acabou se tornando uma operação marcada por tensão, curiosidade e risco real.

Tensão nos céus cariocas

Nos dois dias, cinco helicópteros participaram das ações. Dois transportavam Jackson e seus convidados, enquanto outros três levavam jornalistas. Durante cerca de meia hora em cada voo, os pilotos trocaram alertas e xingamentos pelo rádio, preocupados com a proximidade das aeronaves e com a possibilidade de acidente. A espera sobre o Forte de Copacabana foi especialmente tensa, com todos aguardando o momento exato da decolagem do helicóptero principal.

Encanto e preocupação

Ao sobrevoar o Morro Dona Marta, Jackson demonstrou fascínio pela cidade. Pediu para reduzir a velocidade ao avistar a Igreja da Candelária e o Arsenal de Marinha, logo à frente. O pedido para parar gerou apreensão imediata entre os outros pilotos, que temiam consequências por sobrevoar e desacelerar em uma área militar sensível.

helicoptero-Michael-Jackson-Brasil-MJ-BEATS O passeio de helicóptero de Michael Jackson no Rio de Janeiro

O trajeto seguiu em direção ao Morro da Providência, atrás da Central do Brasil, no caminho para o Sambódromo. Ali, o clima voltou a ficar pesado. Um dos pilotos alertou sobre os riscos da região e pediu cautela. Mesmo assim, Jackson quis seguir adiante e ainda solicitou um sobrevoo pela Rocinha, onde os helicópteros passaram baixo, surpreendendo moradores e elevando a tensão.

Depois da Rocinha, veio o alívio. O cantor pediu para retornar. Queria fazer compras. Para os pilotos, foi o sinal de que a parte mais arriscada havia terminado. Registrado pela Folha de São Paulo, o episódio dos dois passeios de helicóptero, antes e depois das filmagens, entrou para a memória do Rio como um retrato raro de um artista global diante de uma cidade intensa, bela e imprevisível, observada do alto, onde fascínio e perigo dividiram o mesmo céu.