Quando o público pensa nas músicas de Michael Jackson, a imagem mais comum é a de coreografias icônicas e refrões que atravessaram gerações. Mas por trás de muitos desses sons existe uma rede de músicos talentosos que ajudaram a construir o estilo único do artista. Um deles é o percussionista brasileiro Paulinho da Costa, cuja trajetória é apresentada no documentário The Groove Under The Groove: Os Sons de Paulinho da Costa, que está na Netflix revelando bastidores pouco conhecidos da música pop.
O documentário mostra como Paulinho da Costa se tornou um dos percussionistas mais requisitados da indústria musical. Nascido no Rio de Janeiro, ele levou para os estúdios de Los Angeles uma forma de tocar marcada pela diversidade rítmica brasileira. Essa identidade sonora acabou encontrando espaço nas gravações de grandes artistas internacionais, incluindo Michael Jackson, com quem o músico trabalhou em várias sessões de estúdio ao longo dos anos.
A presença brasileira no som de Michael Jackson
Entre as colaborações mais lembradas está sua participação nas gravações do álbum Thriller, lançado em 1982 e produzido por Quincy Jones. O disco se transformou em um marco da música pop e apresentou uma combinação sofisticada de funk, soul e pop. Dentro dessa mistura sonora, a percussão de Paulinho da Costa ajudou a criar camadas rítmicas que deram mais movimento e identidade às músicas do álbum.
Um exemplo claro pode ser ouvido na faixa Wanna Be Startin’ Somethin’, uma das músicas mais vibrantes do repertório de Michael Jackson. A canção traz elementos rítmicos que lembram a energia da música brasileira. Entre eles aparece o som característico da cuíca, instrumento tradicional do samba, que acrescenta uma textura única ao groove da faixa e reforça o clima festivo da gravação:
O ritmo brasileiro que entrou para a história do pop
Esse tipo de contribuição mostra como Paulinho da Costa ajudou a ampliar o universo musical de Michael Jackson. Ao levar instrumentos e técnicas da percussão brasileira para dentro das gravações, ele criou nuances que enriqueceram o som final de várias canções. Embora muitas vezes seu nome fique longe dos holofotes, sua presença está registrada em algumas das músicas mais conhecidas da história da música.
O documentário revela justamente essa dimensão menos visível da indústria fonográfica. Enquanto milhões de pessoas dançavam ao som de Michael Jackson, músicos como Paulinho da Costa trabalhavam nos bastidores para construir os detalhes que tornariam aquelas músicas inesquecíveis:




