Quase 20 anos após sua passagem, Michael Jackson volta ao centro da cultura global com a cinebiografia “Michael”. Dirigido por Antoine Fuqua e escrito por John Logan, o longa traz Jaafar Jackson, sobrinho do artista, no papel principal. A produção acompanha desde os primeiros passos com o Jackson 5, nas décadas de 1960 e 1970, até a consolidação como estrela solo, destacando álbuns marcantes como Off the Wall (1979), Thriller (1982) e Bad (1987).
Controvérsias e expectativas antes da estreia
Antes mesmo de chegar aos cinemas, o filme já enfrenta questionamentos. Paris Jackson, filha do Rei do pop, afirmou não ter participado do projeto e criticou possíveis imprecisões na narrativa. Também há dúvidas sobre até que ponto a obra aborda os momentos mais delicados da vida do artista. Ainda assim, os trailers indicam um espetáculo visual e musical robusto, elevando a expectativa em torno de um dos maiores nomes da história da música.
As primeiras reações da crítica reforçam esse clima. Liam Crowley, do ScreenRant, definiu o filme como “o motivo pelo qual vamos ao cinema”, destacando recriações musicais precisas. Hunter Bolding, do That Hashtag Show, elogiou as atuações de Jaafar Jackson e Colman Domingo, apesar de apontar ressalvas no desfecho. Já Simon Thompson classificou a performance principal como “impecável”, ressaltando o nível de detalhe nas cenas icônicas. O editor Junior Felix foi além e chamou o longa de um dos melhores do gênero, enquanto Andrew Salazar destacou a abordagem mais profunda e humana, evidenciando tanto as qualidades quanto as fragilidades do artista.
Regravações e reação positiva da crítica
As avaliações chegam após mudanças importantes no filme, incluindo a refilmagem do final, decisão que parece ter contribuído para o tom mais equilibrado. Depois de cinebiografias musicais recentes com recepção mista, como Bohemian Rhapsody e produções sobre Bruce Springsteen, o estúdio Lionsgate aparenta ter encontrado um caminho mais sólido, combinando momentos difíceis com grandes conquistas da carreira de Michael Jackson.
Ainda não se sabe como o público geral irá reagir, mas os primeiros sinais são positivos e apontam para um grande sucesso. MICHAEL estreia nos cinemas do Brasil em 23 de abril (com ingressos já disponíveis – COMPRE AQUI), cercado por expectativa, debate e curiosidade sobre como essa história será finalmente contada nas telonas.




