Por Zhang Rui, China.org.cn
O impacto de MICHAEL, cinebiografia de Michael Jackson, foi imediato e global. No último fim de semana, o filme não apenas liderou bilheterias, mas também reacendeu uma emoção coletiva difícil de explicar. Em países como a China, salas de cinema ficaram lotadas, com fãs cantando, dançando e, em muitos casos, emocionados ao reviver memórias ligadas ao artista.
Dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Jaafar Jackson, o longa vai além da música. Ele reconstrói a trajetória de um menino que saiu dos Jackson Five para se tornar o maior entertainer do planeta. Ao longo de décadas, o Rei do Pop vendeu mais de 1 bilhão de discos e deixou uma marca definitiva na música, na dança e na cultura pop.
Uma estreia que virou evento
Na China, o filme estreou diretamente no topo das bilheterias, arrecadando 32,6 milhões de yuans cerca de 4,5 milhões de dólares, em apenas três dias. O fenômeno não ficou restrito aos fãs antigos. Muitos espectadores relataram nas redes sociais que passaram a pesquisar mais sobre Michael após assistir ao filme, mostrando que sua história continua conquistando novas gerações.
Globalmente, o longa alcançou impressionantes 219 milhões de dólares, superando o recorde anterior de Oppenheimer, que havia arrecadado 174 milhões em sua estreia. As sessões em IMAX também tiveram papel decisivo, somando 24,4 milhões de dólares, o maior desempenho já registrado para uma biografia musical nesse formato.

A recepção do público confirma esse impacto. No Rotten Tomatoes, a aprovação chegou a 97%. Já na China, a plataforma Maoyan registrou nota 9,5 de 10, a maior para um filme internacional lançado no país este ano.
A experiência que recria um ícone
Mais do que contar uma história, o filme foi pensado para ser sentido. O produtor Graham King, vencedor do Oscar, destacou que tudo envolvendo Michael sempre foi um evento. E essa foi a essência levada para as telas.
Durante exibições especiais em Beijing, o clima foi além da projeção. Houve apresentações ao vivo, distribuição de itens comemorativos e até momentos espontâneos em que o público cantou clássicos como “Heal the World” dentro das salas. Em alguns casos, dançarinos recriaram coreografias icônicas, transformando o cinema em algo próximo de um show.
Segundo Fuqua, a proposta era dupla. Fazer o público sentir a energia de um concerto e, ao mesmo tempo, mostrar o lado humano de Michael, dentro de sua família e de sua trajetória pessoal. A intenção não era apenas relembrar o artista, mas revelar o homem por trás do ícone.
Ao final, o filme cumpre o que promete. Não é apenas uma cinebiografia. É uma experiência que faz o público sair das salas com a sensação de ter descoberto algo novo sobre Michael Jackson. E, principalmente, com a certeza de que seu legado continua vivo, forte e impossível de ignorar.




