A cinebiografia MICHAEL segue mostrando uma força rara nos cinemas dos Estados Unidos. Mesmo após perder centenas de salas e deixar de contar com sessões IMAX, o filme continua registrando números extremamente sólidos, surpreendendo analistas da indústria e entrando para rankings históricos do cinema.
Na sua terceira segunda-feira em cartaz, o longa arrecadou impressionantes US$ 3,3 milhões em um único dia, alcançando a segunda maior terceira segunda-feira da história para uma cinebiografia nos cinemas americanos.
O resultado ficou atrás apenas de Oppenheimer, que havia feito US$ 4,8 milhões no mesmo período. E o mais impressionante: MICHAEL teve uma queda de apenas 26,8% em relação à segunda-feira anterior, um índice considerado excelente para filmes desse porte.
Para efeito de comparação, o longa superou produções gigantescas como:
• Sniper Americano — US$ 2,6 milhões
• A Paixão de Cristo — US$ 3,2 milhões
Ambos tiveram quedas muito maiores em seus respectivos períodos.
Um desempenho raro para filmes lançados em abril
O desempenho de MICHAEL também colocou o filme em outra lista extremamente disputada: as maiores terceiras segundas-feiras da história para filmes lançados em abril nos Estados Unidos.
O ranking mostra o tamanho do fenômeno:
- Um Filme Minecraft — US$ 5,7 milhões
- Vingadores: Ultimato — US$ 4,7 milhões
- Vingadores: Guerra Infinita — US$ 4,6 milhões
- Super Mario Bros. O Filme — US$ 3,5 milhões
- MICHAEL — US$ 3,3 milhões
- Sinners — US$ 3,1 milhões
- Capitão América: O Soldado Invernal — US$ 2,6 milhões
- Mogli: O Menino Lobo — US$ 2,4 milhões
- Super Mario Galaxy: O Filme — US$ 2 milhões
- Velozes & Furiosos 7 — US$ 2 milhões
O dado chama ainda mais atenção porque o filme já havia perdido cerca de 405 salas na sexta-feira anterior, incluindo todas as sessões IMAX. Além disso, também perdeu as telas premium para produções como Mortal Kombat 2.
A caminhada rumo aos US$ 300 milhões
Mesmo enfrentando a chegada de novos lançamentos e menos salas disponíveis, MICHAEL continua demonstrando enorme estabilidade nas bilheteiras.
Até o momento, o longa já acumula US$ 245,2 milhões apenas nos Estados Unidos, consolidando-se como um dos maiores sucessos do ano.
Especialistas do mercado agora acreditam que o filme pode encerrar sua trajetória americana entre US$ 310 milhões e US$ 340 milhões, algo que poucas cinebiografias conseguiram alcançar na história recente do cinema.
O mais impressionante é que o desempenho não parece movido apenas pela curiosidade inicial. A baixa queda nas arrecadações mostra que o público continua recomendando o filme, retornando aos cinemas e mantendo o interesse vivo semana após semana.
Assim como aconteceu na música, Michael Jackson volta a provar nos cinemas algo que sua carreira já mostrava há décadas: sua capacidade de permanecer gigante mesmo quando muitos acreditam que o auge já passou.




