A chegada da cinebiografia do Rei do Pop ao streaming impactou seriamente a bilheteria do filme no Brasil, pois não só deu abertura para a pirataria como também estimulou os cinemas a reduzirem o número de sessões por todo o país.
Embora o longa siga entre os mais assistidos, os números de espectadores e de bilheteria foram reduzidos sensivelmente. Para se ter uma referência: entre a 7a semana e a 8a semana em cartaz, houve uma queda de 78,1% na bilheteria – algo totalmente incomum, pois entre a 6a e a 7a semanas a queda foi de apenas 4,6%.
Na 9a semana em cartaz (a atual), a queda pode ser ainda maior, infelizmente. De outra ponta, ao menos temos a alegria de ver o filme sendo o mais vendido no país há mais de uma semana, tanto na Prime Video Brasil quanto na Apple TV.
A chegada ao streaming foi precipitada, ainda mais se compararmos com outros blockbusters, como “O Diabo Veste Prada 2”, que até hoje sequer tem data de lançamento marcada.
Tivemos a oportunidade de fazer de MICHAEL mais do que a 10a maior bilheteria da história (feito que pode alcançar ainda neste mês), talvez um Top 5. Isso, contudo, foi perdido. O bilhão em bilheteria mundial vai chegar, mas fica o pensamento de que a nossa colaboração nessa conta poderia ter sido ainda maior.
Listamos, a título de curiosidade, o desempenho do filme semana a semana no Brasil (valores em dólares):
SEMANA 1 (estreia)
US$ 5.998.882,00
SEMANA 2 (estreia de “O Diabo Veste Prada 2”, 2a maior bilheteria do ano)
US$ 5.877,706
SEMANA 3 (perda de salas IMAX)
US$ 3.749.607,00
SEMANA 4 (retorno das salas IMAX)
US$ 3.225.797
SEMANA 5 (perda das salas IMAX)
US$ 2.108.223,00
SEMANA 6 (estreia de “Backrooms”; primeira redução significativa no número de sessões em geral)
US$ 1.421.213,00
SEMANA 7 (estreias de “Todo Mundo em Pânico” e “Mestres do Universo”; segunda redução significativa no número de sessões em geral)
US$ 1.335.805,00
SEMANA 8 (lançamento no streaming; redução drástica no número de sessões)
US$ 296.584,00 [-78,1%]
É válido destacar que, apesar desses contratempos, o filme é ainda o mais assistido e também a maior bilheteria de 2026, o que mostra a popularidade do Rei do Pop no nosso país. Mas quão longe MICHAEL poderia chegar se tivéssemos pelo menos mais um mês exclusivamente nos cinemas?




