Em 8 de maio de 1992, Michael Jackson lançou “In The Closet”, o terceiro single do álbum Dangerous. O título chamava atenção imediatamente e despertava curiosidade, mas poucos fãs imaginavam que, por trás da música, existia uma parceria que quase reuniu dois dos maiores nomes da história do pop: Michael Jackson e Madonna.
Na época, os dois artistas se encontraram para discutir ideias para a faixa. Ambos viviam um dos momentos mais criativos de suas carreiras e acreditavam que “In The Closet” poderia se transformar em um grande acontecimento da música pop.
A ideia de Madonna que Michael recusou
Durante as conversas, Madonna apresentou uma proposta bastante ousada para o videoclipe. Sua ideia era inverter completamente os papéis: ela apareceria vestida de homem, enquanto Michael Jackson usaria roupas femininas, explorando a ambiguidade sugerida pelo título da canção.
Para Madonna, o conceito levaria a música a outro nível.
Anos depois, em entrevista ao jornalista Jonathan Ross, ela comentou:
“Acho que tudo o que Michael queria era um título provocativo.”
Segundo a cantora, ela chegou a dizer:
“Michael, se você quiser fazer algo comigo, precisa estar disposto a ir até o fim.”
Michael, porém, tinha outra visão. Apesar de ser conhecido por inovar constantemente, considerou a proposta provocante, ousada e vulgar demais para o que imaginava para a música. A parceria acabou não acontecendo.
O mistério permaneceu
Mesmo sem Madonna, “In The Closet” manteve um elemento que alimentou a curiosidade do público durante anos.
A voz feminina que acompanha Michael ao longo da música não era de uma cantora americana, mas da princesa Stéphanie de Mônaco. Para preservar o suspense, ela foi creditada apenas como “Mystery Girl”, fazendo com que sua identidade permanecesse em segredo por bastante tempo.
Quando chegou a hora de gravar o videoclipe, Michael escolheu outro grande nome. A supermodelo Naomi Campbell assumiu o papel principal ao lado do Rei do Pop.
Gravado no deserto de Salton Sea, na Califórnia, o vídeo apresentou uma forte química entre os dois artistas e se tornou um dos trabalhos mais sensuais da carreira de Michael Jackson. O sucesso foi imediato, levando “In The Closet” ao topo das paradas e consolidando a faixa como um dos momentos mais marcantes da era Dangerous.




