Quando Michael Jackson lançou “Thriller”, a MTV não estava preparada para o que estava por vir. Em 1983, videoclipes ainda eram vistos principalmente como ferramentas de divulgação, mas Michael queria algo muito maior: uma história com personagens, narrativa, dança e linguagem de cinema.
Ao chamar John Landis, diretor de Um Lobisomem Americano em Londres, Michael deixou claro que “Thriller” não seria apenas mais um videoclipe. O projeto teria cerca de US$ 500 mil de orçamento, um valor enorme para a época, com maquiagem, efeitos especiais e estrutura de produção cinematográfica.
A gravadora não queria assumir o custo. Então Michael e Landis encontraram uma solução criativa: vender o documentário de bastidores The Making of Thriller para a MTV e a Showtime. A estratégia ajudou a financiar a produção e ainda transformou o making of em um sucesso comercial.
Quando “Thriller” chegou à MTV, a procura foi tão grande que a emissora passou a exibi-lo repetidamente. O videoclipe deixou de ser apenas divulgação e virou um verdadeiro acontecimento cultural.
John Landis ainda levou o curta para uma sessão especial em um cinema de Los Angeles, reforçando sua proposta cinematográfica e buscando até torná-lo elegível ao Oscar como curta-metragem.
Michael Jackson não apenas elevou o nível dos videoclipes. Ele mudou a expectativa sobre o que um videoclipe poderia ser. Depois de “Thriller”, música, dança, cinema e televisão nunca mais seriam vistos exatamente da mesma forma.




