Em agosto de 1995, apenas um mês após o lançamento de HIStory: Past, Present and Future, Book I, o The New York Times destacou um resultado impressionante: o lucro líquido do grupo Sony havia saltado 91%, chegando a 30,73 bilhões de ienes.
Grande parte desse desempenho estava ligada ao sucesso do álbum de Michael Jackson, que já havia vendido cerca de 6 milhões de cópias no mundo em seu primeiro trimestre. A divisão musical da Sony também registrou crescimento de 2,2% nas vendas, alcançando US$ 1,21 bilhão.
O momento não poderia ser mais importante. Enquanto a divisão musical avançava, a área de eletrônicos enfrentava dificuldades provocadas pela valorização do iene e pela forte concorrência internacional.
Uma aposta de US$ 30 milhões
A Sony havia investido cerca de US$ 30 milhões em marketing para promover HIStory, uma quantia enorme para a época. A estratégia internacional acabou trazendo resultados expressivos, especialmente em mercados europeus e asiáticos, onde o álbum teve forte desempenho e melhores margens de lucro.
Com o passar dos anos, HIStory se consolidou como o álbum duplo mais vendido da história, com estimativas superiores a 20 milhões de cópias comercializadas mundialmente.
Mais do que um grande capítulo na carreira de Michael Jackson, HIStory mostrou a força comercial de seu nome em um momento estratégico para a Sony. A história também revela como a indústria da música e os grandes negócios estavam profundamente conectados ao fenômeno Michael Jackson.




