O curta-metragem de “Black or White”, de Michael Jackson, continua sendo um exemplo interessante para discutir a diferença entre apreciação cultural e apropriação cultural. Em sua produção, o Rei do Pop reuniu representantes de diferentes culturas para mostrar suas próprias tradições, danças e identidades.



Mas você sabe qual é a diferença entre esses dois conceitos?
São dois movimentos com intenções distintas. Apreciar uma cultura significa conhecê-la, reconhecer sua origem e respeitar seus significados. Já a apropriação acontece quando elementos culturais são retirados de seu contexto e utilizados por outro grupo para benefício próprio, muitas vezes ignorando sua história e seu significado.
Quando conhecer se transforma em respeito
As culturas existem para serem conhecidas e respeitadas. Podemos admirar uma cultura diferente da nossa, mas é importante reconhecer sua origem, seus conceitos, suas especificidades e suas peculiaridades.
A apropriação cultural, por outro lado, ganha contornos ainda mais delicados quando elementos de grupos historicamente inferiorizados ou oprimidos são utilizados por grupos socialmente privilegiados, sem contexto ou reconhecimento. Esse processo pode aparecer na moda, culinária, arte, música, estética e em diversos outros campos.
“Black or White” e a celebração da diversidade
É nesse contexto que “Black or White” se torna um exemplo interessante. Michael trouxe para sua produção audiovisual representantes de diferentes culturas, incluindo grupos nativos e indígenas, permitindo que eles apresentassem suas próprias roupas, danças e expressões culturais.
Em vez de transformar essas características em uma fantasia sobre outras culturas, a proposta dava espaço para que seus próprios representantes fossem vistos. Michael, por sua vez, não se apresentava como pertencente a esses grupos.


A diversidade era colocada no centro da narrativa, com suas identidades preservadas.
Mais de três décadas depois, o clipe continua provocando uma reflexão importante: celebrar uma cultura também exige conhecer sua história, respeitar sua identidade e reconhecer quem a mantém viva.




