O que fazer depois de Thriller, um álbum que havia levado Michael Jackson ao maior nível de fama da música? A resposta do artista foi justamente não tentar repetir a fórmula.
Lançado em 1987, Bad apresentou um Michael mais maduro, ousado e disposto a experimentar. O álbum marcou sua terceira e última parceria com Quincy Jones e colocou ainda mais o artista no centro do processo criativo. Michael escreveu nove das 11 faixas e também participou da produção.
A mudança também estava na estética. Bad aproximou Michael do rock, funk, R&B e de elementos que dialogavam com o hip hop, criando uma imagem mais agressiva e urbana. O curta de Bad, dirigido por Martin Scorsese, ajudou a consolidar essa nova fase.
E os números mostraram que a transformação funcionou. O álbum passou seis semanas no topo da Billboard 200 e fez história ao se tornar o primeiro disco a produzir cinco singles que chegaram ao #1 da Billboard Hot 100:
• I Just Can’t Stop Loving You
• Bad
• The Way You Make Me Feel
• Man in the Mirror
• Dirty Diana
O legado de Bad
Michael ainda imaginou participações de grandes nomes como Prince, Whitney Houston, Diana Ross, Aretha Franklin e Barbra Streisand, mas os duetos que chegaram ao álbum foram com Siedah Garrett e Stevie Wonder.
O disco também abriu caminho para a evolução que viria em Dangerous, quatro anos depois. Mais do que tentar superar Thriller em vendas, Michael estava construindo uma nova identidade artística.
Com cerca de 65 milhões de cópias vendidas mundialmente e certificação de diamante nos Estados Unidos, Bad se tornou um dos grandes álbuns da história do pop.
No fim, talvez essa tenha sido a maior vitória de Michael: depois de criar o maior sucesso de sua carreira, ele não parou para repetir o passado. Criou outro Michael Jackson.




