Antes de se tornar um dos maiores nomes da música mundial, Michael Jackson era apenas um garoto curioso, inquieto e cheio de perguntas. Quem acompanhou de perto essa fase foi Suzanne De Passe, uma das figuras importantes da Motown e responsável por trabalhar com o Jackson 5 nos primeiros anos do grupo.
Em entrevista à Variety, Suzanne relembrou sua carreira, sua entrada precoce no mundo da música e, principalmente, os momentos que viveu ao lado dos irmãos Jackson, ainda antes de eles conhecerem a fama.
Segundo ela, Michael fazia muitas perguntas, era travesso e muito divertido. Antes do sucesso, Suzanne passou bastante tempo com os irmãos de Gary, Indiana, preparando o grupo para o que viria pela frente. Alguns desses primeiros ensaios aparecem, inclusive, em registros utilizados no documentário sobre Janet Jackson.
O fenômeno Jackson 5
Suzanne estima que tenha passado cerca de um ano entre o início do trabalho com os irmãos e o momento em que eles foram apresentados ao grande público.
Então, tudo mudou.
O sucesso do Jackson 5 aconteceu em uma velocidade que surpreendeu até quem estava dentro da Motown. Suzanne comparou a dimensão daquele momento à Beatlemania, mas com uma diferença marcante: eram crianças ocupando o centro de uma explosão musical.
O grupo conquistou quatro singles consecutivos no primeiro lugar da Billboard Hot 100, um resultado que ajudou a transformar os irmãos Jackson em uma das grandes sensações da música americana.

Michael era uma “esponja humana”
Para Suzanne, a curiosidade de Michael já revelava muito sobre o artista que ele se tornaria.
Ela descreveu o jovem Jackson como uma “esponja humana”, alguém que absorvia tudo ao seu redor e buscava constantemente novas informações, conhecimentos e experiências.
Michael também tinha uma forte paixão pelo cinema. Entre suas referências estavam nomes como Fred Astaire, Elizabeth Taylor e Katharine Hepburn. Ele não apenas consumia essas obras, mas demonstrava interesse genuíno pelas pessoas e pela cultura que admirava.
Na visão de Suzanne, essa curiosidade não era um detalhe. Fazia parte da personalidade de Michael desde muito cedo e ajudou a formar o artista que o mundo conheceria anos depois.




