Paris Jackson pede auditoria e novo executor para supervisionar pagamentos do espólio de Michael Jackson | MJ Beats
Paris Jackson ilustrada com Michael Jackson por IA

Paris Jackson pede auditoria e novo executor para supervisionar pagamentos do espólio de Michael Jackson

A disputa sobre a transparência na gestão do espólio de Michael Jackson voltou à pauta judicial. No dia 5 de agosto de 2025, Paris Jackson apresentou uma nova petição à corte solicitando a auditoria completa de pagamentos feitos a escritórios de advocacia entre 2019 e 2023 — e propôs a nomeação de um terceiro executor para fiscalizar os processos internos do espólio.

A filha do Rei do Pop já havia contestado pagamentos retroativos feitos em 2018 no valor de US$ 625 mil, alegando que foram liberados sem documentação adequada de horas trabalhadas e sem autorização judicial. Agora, ela amplia a crítica e aponta o que chama de um padrão de “gratificações indevidas” a advogados de confiança dos executores, pagos mesmo após beneficiários expressarem objeções formais.

Na nova ação, Paris solicita que a corte reforce a exigência de apresentação prévia das faturas e que **nenhum valor integral** seja aprovado sem revisão oficial. Ela também aponta valores pontuais de US$ 125 mil e US$ 250 mil pagos como “presentes”, sem qualquer justificativa contratual — o que, segundo seus advogados, não seria prática aceitável em nenhuma relação cliente-advogado.

A petição também sugere que os próprios executores, John Branca e John McClain, podem estar sendo mal informados ou mesmo iludidos por seus representantes legais, em função da demora intencional na entrega dos documentos ao tribunal. A equipe jurídica de Paris destaca que “beneficiários já haviam se posicionado contra esse tipo de prática anteriormente, mas os pagamentos continuaram”.

Apesar do tom firme, Paris reconhece no documento os méritos do trabalho feito pelos executores até aqui — e afirma que tentou resolver o problema de forma privada desde 2018. Segundo ela, as novas movimentações são fruto da frustração com a falta de mudanças e com a repetição dos mesmos padrões.

Em resposta, o advogado do espólio, Jonathan Steinsapir, classificou as alegações como “infundadas” e declarou que o sucesso financeiro do espólio ao longo dos últimos 16 anos — com bilhões arrecadados — comprova a competência da equipe atual. Ele disse confiar que a corte rejeitará as acusações.

Paris, no entanto, pede que a corte considere a nomeação de um terceiro executor independente, com poder específico para revisar e fiscalizar pagamentos legais e decisões financeiras.

A disputa continua em andamento judicial, sem decisão até o momento.