A relação de Michael Jackson com a Ásia sempre foi marcada por grandes públicos e apresentações históricas. Em 1993, a China e Hong Kong estiveram no centro das expectativas para a segunda parte da Dangerous World Tour, mas uma série de ajustes de rota fez com que os planos mudassem.
O plano original de 1993
Para agosto de 1993, a agenda previa a seguinte programação para a abertura da segunda parte do Dangerous Tour:
- 15 e 16 de agosto — Hong Kong, Sha Tin Racecourse
- 19 de agosto — Pequim, local a definir
- 21 de agosto — Xangai, local a definir
A imprensa de Hong Kong chegou a anunciar os shows como praticamente certos. Mas conflitos de agenda com a temporada de corridas no Sha Tin inviabilizaram as apresentações na cidade. No continente, as negociações não avançaram, e as datas não chegaram à fase de venda de ingressos.
O início real: Bangkok
Com a mudança de planos, a abertura da segunda parte da turnê ocorreu em 24 de agosto de 1993, no Estádio Nacional da Tailândia, em Bangkok. A partir daí, a rota seguiu para outros países da Ásia e Oceania, mas sem paradas na China ou em Hong Kong.
Michael anteriormente em Hong Kong
Apesar da ausência de shows, Michael esteve em Hong Kong em 1987, durante a Bad World Tour, para uma estadia privada de algumas semanas. Passeou pelo Ocean Terminal e visitou estúdios de cinema como o Shaw Brothers Studio, encontros que ficaram na memória dos fãs locais.
Curiosidade sobre Rodrigo Teaser na China em 2024
Em julho de 2024, o brasileiro Rodrigo Teaser levou o espetáculo Michael Lives Forever a Guangzhou e Chengdu. O projeto só foi possível graças à mobilização de fãs chineses, que fizeram questão de que o show tivesse como base a Dangerous World Tour — uma escolha simbólica, lembrando as datas de 1993 que nunca se concretizaram no país.
O espetáculo contou ainda com a participação de membros da equipe original de Michael Jackson, como LaVelle Smith Jr., Jennifer Batten e Kevin Dorsey, o que reforçou a ligação simbólica com a turnê.
As apresentações, realizadas dentro das exigências oficiais para shows internacionais, deram ao público chinês uma oportunidade rara: experimentar de forma atualizada a atmosfera que Michael Jackson teria levado ao palco se os planos de três décadas atrás tivessem se cumprido.

Os shows cancelados de 1993 e as apresentações recentes mostram que, embora a relação entre a música de Michael Jackson e o público chinês tenha enfrentado obstáculos, o interesse permaneceu vivo.




