Antes de ser apenas mais um sucesso no rádio, “Billie Jean” se tornou o maior triunfo da carreira de Michael Jackson. A canção muito em breve atingirá um novo patamar histórico: está elegível ao certificado 2× Diamate nos Estados Unidos. Poucas músicas alcançam esse nível, e menos ainda conseguem fazê-lo atravessando formatos, décadas e mudanças profundas na indústria musical.
O impacto começou cedo. Em 1989, “Billie Jean” já somava 1 milhão de cópias físicas vendidas, um feito expressivo em uma era dominada por vinil e fita cassete. A música não era apenas um sucesso de vendas, mas também um símbolo cultural, impulsionado por performances icônicas e por um videoclipe que redefiniu o espaço da música negra na TV.
Com a chegada do digital, o fôlego não diminuiu. Até junho de 2000, a faixa acumulava 864 mil unidades digitais, mostrando que o público continuava fiel mesmo com novas formas de consumo. Anos depois, entre junho de 2009 e junho de 2019, mais 2,6 milhões de unidades foram adicionadas, um crescimento impulsionado por novas gerações descobrindo o legado do Rei do Pop.
Na era do streaming, os números se tornaram ainda mais impressionantes. Até agosto de 2023, “Billie Jean” alcançou 1,5 bilhão de streams apenas nos Estados Unidos. Desde então, a música somou mais de 1,53 bilhão de streams globais no Spotify e YouTube, provando que o clássico não apenas sobreviveu ao tempo, mas se adaptou a ele com força total.
Esses dados não contam apenas uma história de sucesso comercial. Eles confirmam algo maior: Michael Jackson criou uma obra atemporal, capaz de competir de igual para igual com lançamentos atuais. “Billie Jean” não é nostalgia. É presença constante, um lembrete claro de que o Rei do Pop segue vivo nas playlists, nos números e na memória coletiva do mundo.



