A magia está prestes a retornar às telonas. Com estreia marcada para o dia 23 de abril nos cinemas brasileiros, a aguardada cinebiografia MICHAEL já emociona antes mesmo de seu lançamento. Em uma entrevista recente ao programa Hollywood First Look, o diretor Antoine Fuqua, o produtor Graham King e o elenco principal abriram o coração sobre a textura, o ritmo e o impacto monumental das Eras musicais que definiram a trajetória do maior artista de todos os tempos.
Para Jaafar Jackson, que assume a missão colossal de interpretar seu tio na fase adulta, o álbum Bad (1987) traz memórias de obsessão artística infantil. Ele relembra como assistia ao lendário curta-metragem de Smooth Criminal repetidas vezes, magnetizado pela perfeição visual e rítmica de Michael. No entanto, foi a Era Off the Wall que trouxe o maior desafio técnico para o jovem ator. A fluidez corporal daquele período – uma explosão de liberdade e ritmo puro – exigiu que Jaafar desligasse a autocobrança para entender a essência daquele movimento: “Eu tive que apenas confiar no groove e na música”, revelou.
O diretor Antoine Fuqua ecoa esse fascínio pela Era Off the Wall (1979), classificando a obra-prima como o seu álbum favorito. Para ele, o disco representa o “belo Michael” descobrindo a sua própria identidade, tornando-se um homem e quebrando imensas barreiras sociais e raciais no auge do Studio 54. Foi o momento exato em que o mundo conheceu a força criativa inabalável de um jovem mestre.
Quando o colossal Thriller foi colocado na mesa, Nia Long – que interpreta a matriarca Katherine Jackson – resumiu a obra com a única palavra possível: “Grandeza”. A atriz destacou com precisão como Michael atingiu a plenitude do seu “eu” ali, elevando a música a uma experiência cinematográfica inesquecível através do seu pioneirismo estético com dançarinos e curtas-metragens.
A nostalgia também tomou conta de Colman Domingo, responsável por dar vida a Joe Jackson. Ao ver a capa de Victory (1984), ele relembrou a aura vibrante e atlética dos irmãos retornando juntos aos palcos e ditando as tendências visuais de uma geração. Já o produtor Graham King, diante do Third Album (1970) do Jackson 5, recordou a histeria incontrolável que o grupo causou no Reino Unido com a presença de milhares de fãs no aeroporto, refletindo sobre a honra monumental que é deter os direitos e trabalhar com o catálogo de Michael.
O talentoso prodígio Juliano Krue Valdi, que interpreta o jovem Michael, demonstrou pura felicidade ao segurar o icônico disco ABC (1970). Ele descreveu a obra de forma madura: o amanhecer mágico de uma era que engoliria o mundo da música para sempre.
Ao final, quando questionados para definir em uma única palavra a experiência de dar vida a essa história histórica, as escolhas refletiram com exatidão o espírito de legado de Michael Jackson: honra, gratidão, magia, e uma jornada profundamente espiritual e emocionante.




