Em conferência na semana passada, o CEO da Lionsgate (produtora principal, além de distribuidora do filme nos EUA), Jon Feltheimer, foi categórico ao afirmar que MICHAEL se tornará o primeiro longa da empresa com mais de US$ 1 bilhão em bilheteria mundialmente.
Um dos fatores para essa declaração é, sem dúvidas, o papel que os japoneses têm nos números finais dos lançamentos que envolvem Michael Jackson. A demanda pelo Rei do Pop segue altíssima no Japão, onde ele é o artista internacional mais cultuado até os dias de hoje.
Exemplo prático disso é que THIS IS IT, o documentário de maior bilheteria da história (US$ 267,9 milhões), credita ao Japão cerca de 21,3% de todo o seu faturamento (US$ 57 milhões). Esse percentual só é inferior ao desempenho nos EUA (26,9% do total, com US$ 72 milhões). Vale lembrar, contudo, que a população japonesa é quase três vezes menor que a americana, o que torna o Japão, proporcionalmente, o país onde o filme mais fez sucesso no mundo.
A expectativa agora é que MICHAEL repita, em alguma medida, esse desempenho. Quando da estreia em 12/06, a cinebiografia já vai ter acumulado cerca de US$ 900 milhões nos outros países, de modo que ao Japão bastaria adicionar cerca de US$ 50 milhões a esta conta, já que os outros US$ 50 milhões serão acumulados ao longo de junho e julho nos demais países onde o filme seguirá em cartaz.
O total de US$ 50 milhões, porém, é uma projeção conservadora, inferior até mesmo a “This Is It”, que é um documentário. MICHAEL tem potencial para voos muito maiores e pode se aproximar ou superar a atual cinebiografia recordista no país, “Bohemian Rhapsody”, sobre Freddie Mercury/Queen, que arrecadou US$ 115 milhões em bilheteria.
Embora o mercado de cinema tenha declinado no Japão depois da pandemia e o iene tenha perdido cerca de 30% do valor frente ao dólar, a popularidade de Michael Jackson, muito superior à do Queen, deve compensar nos cálculos.
Agora é só uma questão de tempo para podermos cravar MICHAEL como a maior cinebiografia de todos os tempos e a primeira da história a ultrapassar US$ 1 bilhão em bilheteria mundial!




