Por muito pouco o álbum mais vendido da história, “Thriller”, não teve “Carousel” em sua tracklist. A música deu lugar a “Human Nature” de última hora, segundo Rod Temperton, um dos principais colaboradores do disco.
Também conhecida como “Circus Girl”, a composição de Michael Sembello e Don Freeman circula entre os fãs desde os anos 90, mas só foi lançada oficialmente em uma versão de apenas 1min49, no “Thriller Special Edition” (2001).
A versão completa veio depois, em 2008, em algumas edições da coletânea “King Of Pop”, que celebrou o aniversário de 50 anos do Rei do Pop. Por fim, fãs de todo o mundo puderam escutá-la em “Thriller 40”, de 2022.
“Carousel” foi considerada “pop e simples” demais pelos envolvidos no álbum à época, a ponto de destoar de produções mais complexas, como “Billie Jean” e “Wanna Be Startin’ Somethin’”, fugindo do conceito do projeto como um todo.
A balada conta a história de uma garota que trabalha no circo e vem de um mundo de alegria (“de pipoca e doce”, “passeios de pônei” e “crianças que riem”), pela qual Michael (vindo de um “mundo de desapontamentos e confusões”) se apaixona.
Ele tenta conversar, mas ela desaparece na multidão, levando aos versos: “Perdi meu coração / no carrossel / para uma garota do circo / que deixou meu coração em pedaços / Eu perdi meu coração / no carrossel / para uma garota do circo / que foi embora”.
Uma revelação vem na sequência: Michael também é parte do circo, é o palhaço. E ela, a dançarina. “Nós sabíamos que isso não ia funcionar / mas resolvemos arriscar”, conta.
A experiência traumática faz Michael duvidar até do que via: “O que eu não me recordo / é se havia mesmo uma garota / ou se isso era só minha imaginação”. Em outro momento, porém, ele diz que às vezes ainda pode ouvi-la chorar e chamar por ele, o que reforça a sua confusão, que nunca cessa.
“Eu ainda me lembro / de todos os rostos / e agora tudo o que tenho são memórias”, finaliza.




