US$ 1 bilhão depois, MICHAEL muda de cenário na corrida pelo Oscar | MJ Beats
US$ 1 bilhão depois, MICHAEL muda de cenário na corrida pelo Oscar | michael behind the scenes

US$ 1 bilhão depois, MICHAEL muda de cenário na corrida pelo Oscar

Dias antes do lançamento em abril, as previsões para MICHAEL eram pouco animadoras. A avaliação inicial era direta: o filme não teria chances relevantes nas categorias de Melhor Filme, Melhor Direção ou Melhor Roteiro. Quatro meses depois, porém, o cenário mudou completamente.

Com US$ 1 bilhão nas bilheterias, o filme dirigido por Antoine Fuqua passou a ser considerado uma presença possível nas principais categorias do Oscar 2027. Ainda é cedo para cravar qualquer indicação, já que a temporada de premiações está apenas começando e quase duas dezenas de produções de prestígio ainda serão lançadas, mas MICHAEL já não pode ser ignorado.

A força dos grandes filmes biográficos

A desconfiança inicial veio principalmente da recepção da crítica. MICHAEL enfrentou avaliações bastante negativas, especialmente pela forma como a história do Rei do Pop foi apresentada. Parte dos críticos considerou que o longa suavizou momentos controversos da vida de Michael Jackson e priorizou sua trajetória musical.

O resultado foi uma pontuação de apenas 38% no Rotten Tomatoes e 39 no Metacritic. Números assim, historicamente, dificultam muito uma disputa por Melhor Filme.

Mas existe um fator que pode mudar essa lógica: a Academia gosta de histórias reais, especialmente quando envolvem grandes personalidades e música. Desde a ampliação da categoria de Melhor Filme, em 2009, 47 dos 156 indicados eram baseados em histórias reais, cerca de 30% do total.

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E os musicais biográficos já provaram várias vezes que podem conquistar espaço no Oscar. Filmes como Ray, Walk the Line, Bohemian Rhapsody, Rocketman, Elvis e A Complete Unknown chegaram à temporada de premiações. Quatro deles disputaram diretamente o prêmio de Melhor Filme.

O efeito Bohemian Rhapsody

Talvez o maior paralelo seja justamente Bohemian Rhapsody. O filme sobre Freddie Mercury também recebeu críticas apenas medianas, mas conseguiu transformar sua força popular e sua narrativa musical em uma campanha de enorme sucesso no Oscar.

O longa recebeu cinco indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para Rami Malek, além de categorias técnicas. No fim, venceu quatro Oscars, ficando de fora apenas da principal categoria.

MICHAEL ainda possui outra conexão importante com esse exemplo: Graham King, produtor responsável pelo filme de Michael Jackson, também esteve à frente de Bohemian Rhapsody. A experiência de King em conduzir uma produção musical de grande alcance durante a temporada de premiações pode ser um elemento importante na campanha.

O verdadeiro teste começa agora

Apesar da mudança de perspectiva, ainda existem muitos obstáculos pela frente. As indicações ao 99º Oscar serão anunciadas em 21 de janeiro de 2027, e dezenas de outros concorrentes ainda precisam apresentar seus filmes.

É possível que MICHAEL tenha pouca presença nas listas de melhores do ano das associações de críticos durante o outono. O momento decisivo, portanto, pode chegar com as indicações ao Golden Globes, em 7 de dezembro.

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Foi justamente uma forte presença no Globo de Ouro que ajudou Bohemian Rhapsody a ganhar impulso em sua campanha rumo ao Oscar. Se MICHAEL conseguir repetir esse caminho, a conversa sobre uma possível indicação a Melhor Filme poderá ganhar força rapidamente.

Enquanto isso, a história do Rei do Pop continuará também nas telas. O presidente da Lionsgate, Adam Fogelson, afirmou recentemente que espera que a produção da sequência de Michael comece no final de 2026 ou no início de 2027, com lançamento previsto para o fim de 2027 ou o início de 2028.

Depois de ultrapassar US$ 1 bilhão, MICHAEL deixou de ser apenas uma aposta comercial. Agora, começa uma nova pergunta: até onde o filme poderá chegar na temporada do Oscar?