Na noite de 10 de setembro de 2001, Michael Jackson subiu ao palco do Madison Square Garden, em Nova York, para a segunda apresentação de sua celebração de 30 anos de carreira. O público estava ali para testemunhar um momento histórico: Michael apresentava sucessos como “Billie Jean”, “Black or White”, “Beat It” e “You Rock My World”, em uma noite que celebrava sua trajetória e antecipava uma nova fase de sua carreira.
Poucas horas depois, tudo mudaria.
Na manhã seguinte, 11 de setembro, os Estados Unidos seriam atingidos pelos ataques terroristas que destruíram o World Trade Center, atingiram o Pentágono e levaram à queda do voo United Airlines 93, na Pensilvânia.
Nova York parou. Aeroportos foram fechados, transportes sofreram interrupções e milhares de pessoas ficaram presas na cidade. Entre elas estavam fãs que haviam viajado de diferentes partes do mundo justamente para acompanhar Michael Jackson no Madison Square Garden.
O que deveria ser uma viagem inesquecível por causa da música ganhou, de repente, outro significado. Alguns fãs permaneceram em Nova York por dias, sem conseguir voltar para casa, enquanto a cidade tentava lidar com uma das maiores tragédias de sua história.
Da celebração à solidariedade
A própria família Jackson também ficou presa em Nova York após os ataques. E, poucas semanas depois, Michael transformaria sua resposta à tragédia em ação.
Em 21 de outubro de 2001, ele participou do United We Stand: What More Can I Give?, no Robert F. Kennedy Memorial Stadium, em Washington, D.C. O evento reuniu nomes como Aerosmith, Mariah Carey, Destiny’s Child, Usher, James Brown, Rod Stewart, *NSYNC, Backstreet Boys e muitos outros.
Michael apresentou “Man in the Mirror” e, no encerramento, juntou-se aos demais artistas para cantar “What More Can I Give”, música escrita em resposta aos ataques. O concerto reuniu mais de 46 mil pessoas e arrecadou aproximadamente US$ 2 milhões com a venda de ingressos para ajudar as vítimas.
Aquela sequência de acontecimentos mudou completamente o significado da celebração de 30 anos de Michael Jackson. Na noite de 10 de setembro, era música, festa e expectativa. No dia seguinte, o mundo acordaria para uma tragédia.
E, poucas semanas depois, Michael estaria novamente diante de uma multidão, mas agora com uma mensagem diferente: não celebrar apenas a música, mas tentar transformar a dor em solidariedade.




