Assim como aconteceu com Queen após Bohemian Rhapsody, o sucesso de MICHAEL provocou uma nova onda de interesse pela música de Michael Jackson. Mas, neste caso, os números mostram uma dimensão impressionante.
Segundo dados divulgados pela Sony Music, os streams do catálogo de Michael Jackson chegaram a aproximadamente quatro vezes os níveis registrados antes do lançamento do filme, um dos maiores saltos de toda a carreira do artista.
O impacto apareceu rapidamente. Nos Estados Unidos, os streams do catálogo cresceram 95% no fim de semana de estreia, passando de 16,3 milhões para 31,7 milhões de reproduções.
E o efeito não parou na primeira semana. Dados da Sony apontaram 146% de crescimento nos streams sob demanda nos EUA na semana seguinte ao lançamento, chegando a 137,5 milhões de reproduções.
No Spotify, o crescimento também foi enorme. Os ouvintes mensais de Michael passaram de cerca de 68 milhões antes do filme para aproximadamente 105 milhões, enquanto as reproduções das 60 principais faixas saltaram de 467 milhões para 1,21 bilhão.
O Rei do Pop continua crescendo
E o mais curioso é que esse efeito não ficou preso aos meses seguintes ao lançamento. Em setembro, seis músicas de Michael Jackson ultrapassaram 1 milhão de streams em um único dia, incluindo Billie Jean, Beat It, Chicago, Don’t Stop ‘Til You Get Enough, Human Nature e Smooth Criminal. Somadas ao restante do catálogo, as reproduções diárias continuam na casa das dezenas de milhões.
Billie Jean: 2.808.666
Beat It: 2.149.236
Chicago: 1.423.610
Don’t Stop ‘Til You Get Enough: 1.253.450
Human Nature: 1.110.590
Smooth Criminal: 1.091.229
A comparação com Bohemian Rhapsody ajuda a dimensionar o fenômeno. Depois do filme sobre Queen, os streams da banda no Spotify cresceram 333%, segundo a própria plataforma.
Em percentual, portanto, o salto de Michael não é maior que o do Queen quando usamos a comparação de quatro vezes o nível pré-lançamento, equivalente a cerca de 300% de aumento. Mas existe uma diferença importante: o catálogo de Michael já partia de uma escala gigantesca e, mesmo décadas depois, conseguiu multiplicar seu consumo e alcançar números que continuam impressionando.
Bohemian Rhapsody mostrou como um grande filme pode apresentar uma banda a uma nova geração. MICHAEL está fazendo algo semelhante com Michael Jackson, mas em uma escala própria. O cinema trouxe a história de volta às telas. O público, por sua vez, voltou para a música.
E os números deixam uma mensagem simples: Michael Jackson não está apenas sendo lembrado. Uma nova geração está descobrindo, ouvindo e consumindo sua obra




