Interpretar uma das maiores lendas da música mundial não é uma tarefa simples. Mas para Juliano Krue Valdi, de apenas 12 anos, viver o jovem Michael Jackson na cinebiografia MICHAEL foi a realização de um sonho que começou muito antes das câmeras serem ligadas.
Em entrevista exclusiva à Entertainment Weekly, o jovem ator compartilhou memórias divertidas, emocionantes e até inusitadas dos bastidores da produção que vem conquistando o público ao redor do mundo.

De fã de Michael Jackson a protagonista nas telonas
Antes mesmo de ser escolhido para o papel, Juliano Valdi já era um admirador declarado de Michael Jackson. Com milhares de seguidores nas redes sociais, ele ficou conhecido por publicar vídeos reproduzindo coreografias, figurinos e movimentos inspirados no Rei do Pop.
Quando recebeu a notícia de que interpretaria Michael em sua fase inicial na Motown, o sentimento foi indescritível.
Segundo o ator, o momento mais marcante aconteceu ao se ver caracterizado pela primeira vez. Com figurino, maquiagem e penteado completos, ele lembra que teve a sensação de estar olhando para o próprio Michael no espelho.

Para se preparar para o papel, Juliano mergulhou em entrevistas, apresentações e gravações do Rei do Pop. Foram horas de estudo diário para reproduzir não apenas a dança, mas também a voz, os gestos e a personalidade do jovem Michael.
Desafios, amizade e momentos inesquecíveis no set
Um dos maiores desafios foi interpretar as cenas envolvendo a difícil relação entre Michael Jackson e seu pai, Joe Jackson, vivido por Colman Domingo.
Juliano revelou que essas sequências exigiram muito emocionalmente, já que retratavam situações que ele nunca vivenciou em sua própria vida. Ainda assim, destacou que trabalhar ao lado de Domingo tornou tudo mais fácil, graças ao apoio e à intensidade que o ator levava para cada cena.

Fora das filmagens, os dois construíram uma amizade divertida. O jovem ator contou que costumava brincar com Domingo sempre que o via usando o celular entre as gravações ambientadas nos anos 1960. Em tom de brincadeira, dizia que aquilo poderia causar um “choque intergaláctico de universos“, já que celulares não existiam naquela época.
Outro episódio curioso aconteceu após o encerramento das gravações. Sem a caracterização de Joe Jackson, Juliano não reconheceu Colman Domingo em um elevador e chegou a desconfiar quando o ator o cumprimentou.

As histórias engraçadas não pararam por aí. Durante uma gravação com um rato utilizado em cena, o diretor Antoine Fuqua apostou 50 dólares que Juliano erraria a tomada. O jovem ator acertou tudo perfeitamente e acabou recebendo o dinheiro prometido pelo diretor. Até hoje, ele guarda a nota como uma lembrança especial e afirma que nunca pretende gastá-la.

O mesmo rato também protagonizou um momento inesperado: durante as filmagens, fez suas necessidades no ator. Apesar do contratempo, Juliano disse que adorou trabalhar com o animal e considerou a experiência divertida.
Ao recordar seu último dia no set, o sentimento foi uma mistura de alegria e tristeza. Por um lado, era difícil se despedir da equipe e de uma experiência tão marcante. Por outro, havia o orgulho de saber que em breve veria seu trabalho nas telonas de todo o mundo.
Para Juliano Valdi, MICHAEL não representou apenas sua estreia em Hollywood. Foi a oportunidade de homenagear um artista que sempre admirou e de fazer parte de uma produção que ficará para sempre ligada à história do Rei do Pop.




