A disputa jurídica envolvendo Wade Robson e James Safechuck contra as empresas MJJ Productions e MJJ Ventures recebeu uma definição de calendário na comarca de Los Angeles, Califórnia. O magistrado responsável pela condução do processo determinou que o julgamento civil ocorrerá no ano de 2028, estendendo um embate legal que já perdura por mais de uma década nos tribunais norte-americanos.
Em análise técnica concedida ao programa Jesse Weber Live, veiculado pela rede jornalística NewsNation, o ex-advogado da família Jackson, Brian Oxman, contestou a idoneidade das alegações atuais trazidas pelos autores. Oxman detalhou o histórico do coreógrafo australiano, evidenciando que Robson negou a ocorrência de qualquer conduta ilícita entre 50 e 100 vezes ao longo de duas décadas, manifestando-se formalmente perante investigadores, em depoimentos oficiais e no próprio julgamento criminal de 2005, oportunidade na qual Michael Jackson foi integralmente inocentado de todas as acusações por veredito unânime.
Sob a ótica do especialista jurídico, a completa modificação de posicionamento após o falecimento do artista atende a incentivos de ordem puramente financeira. O interesse de natureza econômica destaca-se como o elemento central das ações movidas pelas frentes civis, as quais pleiteiam compensações monetárias expressivas diretamente das corporações remanescentes gerenciadas pelo espólio. O lapso temporal superior a vinte anos entre as sucessivas afirmações juramentadas de Robson e a posterior propositura da ação compromete a sustentação empírica exigida pelas normas de evidência do tribunal.
O cronograma estendido até 2028 outorga a ambas as partes um período extenso para a fase de instrução e produção de provas documentais, procedimento técnico denominado discovery no ordenamento processual local. A estratégia defensiva das entidades corporativas do espólio permanecerá estruturada na flagrante contradição factual estabelecida pelos próprios demandantes em seus testemunhos históricos.




