Em 1993, Michael Jackson voltou ao Brasil após 19 anos para cumprir a agenda da turnê Dangerous. A passagem pelo país foi organizada pela diretora Marlene Mattos, em parceria com a produtora DC7, e envolveu uma estrutura digna da dimensão internacional do astro.
Somente para transportar os equipamentos dos shows, foram utilizados dois gigantescos Antonov An-124. Na época, os aviões eram anunciados pela imprensa como os maiores cargueiros do mundo. Ao todo, cerca de 400 toneladas de equipamentos chegaram ao Brasil e foram transportadas em 29 carretas até o Estádio do Morumbi.
A agenda de Michael em São Paulo também incluía alguns passeios. Um deles foi uma tentativa de visita à fábrica de brinquedos Estrela, episódio que terminou com o atropelamento de um menino. Posteriormente, Michael foi até o hospital para visitá-lo.
Mas havia outro destino que também queria receber o astro. O Playcenter, então um dos principais parques de diversões do Brasil, ocupava uma área de 85 mil m² na Marginal Tietê e precisou preparar uma operação especial para a chegada de Michael, além de atender a pedidos feitos pela própria Marlene Mattos, conforme revelou o UOL.
Michael no Playcenter
O parque estava funcionando normalmente naquele dia. Para garantir a privacidade da visita, porém, os frequentadores foram convidados a deixar o local e receberam um passe extra para retornar em outra ocasião. Por algumas horas, o Playcenter ficou reservado para Michael Jackson e alguns amigos que vieram dos Estados Unidos.

Michael foi recebido pelo próprio proprietário do parque, o empresário Marcelo Gutglas. Alguns visitantes que estavam saindo tiveram uma surpresa: encontraram o cantor justamente no momento em que ele chegava ao Playcenter. Um desses encontros acabou registrado em uma fotografia, que hoje integra a memória daquela visita.
Na época, Marlene Mattos também negociou a exclusividade das imagens com a TV Globo. A emissora poderia registrar a visita, desde que mantivesse uma certa distância do astro. No dia seguinte, uma reportagem mostrou parte da experiência de Michael pelo parque.
Durante a visita, o cantor aproveitou algumas das principais atrações, entre elas o barco viking, a montanha-russa Ciclone e um tobogã. O horário de funcionamento do parque foi estendido para que Michael e seus acompanhantes pudessem continuar se divertindo com mais privacidade.
O plano, porém, não permaneceu secreto por muito tempo. A notícia de que Michael Jackson estava no Playcenter rapidamente se espalhou e uma multidão de fãs começou a se reunir na entrada, esperando conseguir ver o astro de perto.
A situação obrigou a equipe de segurança de Michael a agir rapidamente. Para evitar fotógrafos e cinegrafistas que aguardavam do lado de fora, os seguranças deixaram o parque em alta velocidade, com o auxílio de policiais militares.
O episódio se tornou uma das histórias mais curiosas da passagem de Michael Jackson pelo Brasil. Em meio a toneladas de equipamentos, compromissos e uma multidão de fãs, o astro ainda encontrou tempo para fazer algo bastante simples: se divertir em um dos parques mais populares de São Paulo.
Acompanhe a reportagem da época:




