Na tarde de 13 de junho de 2005, após sete dias de deliberações intensas, os doze jurados do Tribunal de Santa Maria anunciaram que haviam chegado a uma decisão unânime. O mundo parou para acompanhar a leitura do veredito do julgamento que mobilizou a imprensa global por mais de quatro meses.
Absolvição Total (Not Guilty)
Às 13h, o tribunal leu publicamente a decisão do júri. Michael Jackson foi declarado inocente em todas as 10 contagens criminais formuladas pela promotoria do Condado de Santa Bárbara:
- Inocente das 4 acusações de abuso sexual de menor;
- Inocente da acusação de tentativa de abuso;
- Inocente das 4 acusações de administração de bebida alcoólica/agente intoxicante;
- Inocente da acusação de conspiração para sequestro e extorsão.
A absolvição irrestrita e imediata confirmou a tese da defesa de que o processo havia sido erguido sobre narrativas financeiras inconsistentes e sobre uma investigação contaminada por interesses pessoais.
O Fim da Era Sneddon
O veredito de 13 de junho de 2005 representou o colapso definitivo da carreira do promotor Tom Sneddon. Após empenhar milhões de dólares do erário público do Condado de Santa Bárbara em duas investidas fracassadas ao longo de doze anos (1993 e 2005), o promotor viu sua reputação profissional ser desmantelada perante a opinião pública internacional. Sneddon não concorreu à reeleição em 2006, aposentando-se da vida pública pouco tempo depois.
O Legado da Investigação
A série O DOSSIÊ SNEDDON documenta como a intersecção entre ambição política, jornalismo caça-cliques e fragilidades institucionais tentou reescrever a história de um dos maiores artistas da humanidade.
A absolvição unânime de 2005 permanece como a verdade jurídica e factual definitiva: mesmo sob a mais rigorosa devassa do sistema judiciário dos Estados Unidos, a inocência de Michael Jackson prevaleceu nos tribunais.
Esta é a Parte XV e o capítulo final da série especial O DOSSIÊ SNEDDON, produzida pela equipe da MJ Beats.




