Dirigido por Joe Pytka, cineasta conhecido por trabalhos em comerciais e videoclipes, incluindo o projeto “Free as a Bird”, dos Beatles, The Way You Make Me Feel levou Michael Jackson para uma narrativa diferente das produções tradicionais de videoclipes.
Lançado como um dos vídeos de Bad, o curta apresenta Michael Jackson caminhando por uma rua urbana e tentando conquistar a personagem interpretada pela modelo Tatiana Thumbtzen. A produção combina música, dança e uma história ambientada em um bairro marcado pela presença de grupos de rua.

A ideia de criar uma introdução longa também estava presente nesse projeto. Michael Jackson, Quincy Jones e Frank DiLeo queriam que o vídeo tivesse tempo suficiente para desenvolver uma narrativa antes da música começar.
Pytka já havia produzido um documentário sobre gangues que assediavam mulheres nas ruas. Michael conheceu o trabalho, gostou da abordagem visual e o conceito acabou sendo adaptado para a história de The Way You Make Me Feel.
Uma história antes da música
Para construir o curta, Pytka criou uma introdução de aproximadamente 14 minutos e 22 segundos, apresentando o ambiente e vários personagens antes da entrada de Michael.
A narrativa acompanha os integrantes de uma gangue, mostrando parte de suas rotinas e o ambiente de tensão em que vivem, marcado por conflitos, vinganças e prisões.
Somente aos 4 minutos e 40 segundos, Michael aparece na história. Ele confronta algumas pessoas do bairro e, durante esse percurso, encontra um personagem mais velho, interpretado por Joe Seneca.

O homem funciona como uma espécie de conselheiro e apresenta a Michael uma nova perspectiva sobre sua vida, incentivando-o a se afastar daquele ambiente e buscar sua própria identidade.
É justamente nesse contexto que acontece o encontro com a personagem de Tatiana Thumbtzen, dando início à história de aproximação que acompanha a música.
Um curta dentro de um videoclipe
O resultado é uma produção que vai além de uma simples apresentação musical. The Way You Make Me Feel utiliza seus primeiros minutos para construir personagens, ambiente e contexto antes de entregar Michael ao público.
A escolha ajudou a transformar uma música do álbum Bad em uma pequena narrativa cinematográfica, mantendo no centro aquilo que sempre diferenciou Michael Jackson: música, dança, performance e uma forte preocupação visual.




