A Lionsgate divulgou imagens inéditas dos bastidores de Michael, e o diretor Antoine Fuqua falou com franqueza sobre o peso e a responsabilidade de contar a história de Michael Jackson. Para ele, não se trata apenas de cinema. Trata-se de reconhecer que Michael quebrou as correntes do mundo pra nos dar alegria.
Fuqua descreve o processo como uma jornada espiritual. Ele relembra o impacto que Michael teve em sua própria vida. Ver um artista negro se recusar a aceitar rótulos e limitações mudou sua forma de enxergar o futuro. Se Michael Jackson alcançou fama internacional sem se prender às “caixas” impostas pela indústria, então não existia teto para mais ninguém. Essa ideia acompanhou Fuqua durante toda a sua carreira.
No começo, dirigindo videoclipes, ele não recebia orçamentos milionários. Enquanto outros trabalhavam com cifras altas, ele criava com muito menos. Ainda assim, carregava a inspiração de alguém que atravessou barreiras raciais e culturais com talento e coragem. Michael foi o primeiro que ele viu cruzar todas as fronteiras daquele jeito.

Para Fuqua, os movimentos de Michael eram mais do que dança. Eram uma conversa direta com o público. Havia linguagem, conexão e propósito. Ele fazia música para transcender cor e raça. Acreditava que a música pode mudar o mundo, e é isso que o tornava tão especial.
O diretor reforça que a vida de Michael foi épica, mas o foco do filme também está no ser humano por trás do ícone. Um homem dividido entre o amor pela família e o amor pela música, cheio de ideias e sonhos. Trabalhar com pessoas que realmente amam Michael foi uma oportunidade rara. E o maior desejo de Antoine Fuqua é simples: que o público saia do cinema entendendo Michael Jackson um pouco mais — não só como lenda, mas como pessoa.




