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Universal lucra alto com MICHAEL após adquirir distribuição internacional do filme

Por Luiz Fernando

O filme MICHAEL, cinebiografia de Michael Jackson, continua quebrando expectativas ao redor do mundo. O longa estrelado por Jaafar Jackson já é tratado nos bastidores de Hollywood como um dos investimentos mais lucrativos da era pós-pandemia.

Grande parte desse sucesso passa diretamente pela estratégia da Universal Pictures. O estúdio adquiriu os direitos de distribuição internacional do filme da Lionsgate por cerca de US$ 75 milhões, assumindo o lançamento do longa em 83 mercados internacionais, com exceção de Rússia e Japão.

E a aposta já está mais do que compensando.

Somente nos territórios controlados pela Universal, o filme já garantiu pelo menos US$ 450 milhões em bilheteria global, número extremamente expressivo considerando que o valor pago pela distribuição representa menos da metade do orçamento de produção do longa, estimado em US$ 200 milhões, sem contar os gastos de marketing.

MICHAEL já supera Bohemian Rhapsody no mesmo período

Nos Estados Unidos, MICHAEL já acumula impressionantes US$ 240,5 milhões, elevando sua arrecadação mundial para cerca de US$ 577,4 milhões.

O número chama ainda mais atenção quando comparado a Bohemian Rhapsody. No mesmo período de exibição, a cinebiografia do Queen havia arrecadado aproximadamente US$ 384 milhões mundialmente. Ou seja, MICHAEL está muito acima do ritmo apresentado por um dos maiores sucessos musicais da história recente do cinema.

Analistas do setor acreditam que o longa ultrapassará a marca de US$ 600 milhões já na próxima semana, superando oficialmente The Passion of the Christ, que encerrou sua trajetória global com US$ 612,1 milhões. Caso isso aconteça, MICHAEL se tornará a quarta maior cinebiografia da história do cinema mundial.

A corrida pelo bilhão já começou

Nos bastidores da indústria cinematográfica, a expectativa agora gira em torno do potencial final do longa. Especialistas já consideram praticamente garantida uma arrecadação acima de US$ 800 milhões, enquanto projeções mais otimistas apontam para números entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão.

Grande parte dessa expectativa depende do desempenho do filme em mercados estratégicos como Coreia do Sul e Japão, países onde Bohemian Rhapsody registrou resultados gigantescos. Na Coreia, o longa sobre Freddie Mercury arrecadou cerca de US$ 74 milhões, enquanto no Japão alcançou impressionantes US$ 115 milhões.

Outro fator importante será a chegada das grandes estreias do verão norte-americano e a perda gradual de salas IMAX, algo que pode impactar o ritmo das próximas semanas.

Mesmo assim, o cenário atual é extremamente positivo para a Universal. Além do retorno financeiro, o estúdio ainda conseguiu evitar os riscos de desenvolvimento e possíveis problemas de produção do projeto, entrando apenas na fase de distribuição internacional.

O resultado é uma das histórias de lucro mais rápidas e impressionantes de Hollywood nos últimos anos. E enquanto a nova onda de MICHAELMania continua crescendo, o filme segue consolidando seu espaço entre os maiores eventos cinematográficos da década.