Enquanto o relatório do Departamento de Serviços Infantis (DCFS) de março de 2003 considerava as queixas infundadas, os bastidores jurídicos no Condado de Santa Bárbara moviam-se em ritmo acelerado. A virada definitiva ocorreu quando a família Arvizo buscou orientação com o advogado civil Larry Feldman — a mesma figura jurídica que representara a família Chandler no caso de 1993.
O Retorno do Elo de 1993
Ao assumir o caso da família Arvizo, Larry Feldman encaminhou os novos relatos diretamente ao gabinete do promotor Tom Sneddon. A reincidência do mesmo advogado civil e dos mesmos métodos de abordagem acendeu o alerta na equipe do cantor, evidenciando que a nova ofensiva utilizaria o mesmo roteiro estabelecido uma década antes.
Com as declarações colhidas por Feldman em mãos, Sneddon obteve junto à Justiça um mandado de busca e apreensão para o Rancho Neverland e um mandado de prisão contra Michael Jackson.
A Operação de 18 de Novembro de 2003
Em 18 de novembro de 2003, enquanto Michael Jackson estava em Las Vegas gravando o videoclipe da música “One More Chance“, uma força-tarefa composta por cerca de 70 policiais e peritos do Condado de Santa Bárbara invadiu a propriedade em Los Olivos.
A operação ostensiva vasculhou a residência principal, escritórios e dependências do rancho por horas, apreendendo computadores, documentos e registros privados. Dois dias depois, em 20 de novembro de 2003, Jackson apresentou-se voluntariamente às autoridades na delegacia de Santa Maria, onde foi algemado, fotografado para o registro policial (mugshot) e liberado após o pagamento de uma fiança estipulada em 3 milhões de dólares.
Esta é a Parte XII da série especial O DOSSIÊ SNEDDON. No próximo artigo, entenda o mecanismo legal utilizado pela promotoria para resgatar o passado e a entrada do advogado Thomas Mesereau no comando da defesa.




